quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Perusferia - Artevismo no Beco

Beco da Cultura: graffiti e arte tranforma rua


Por Silvio Luz

O “Perusferia - Artevismo no Beco”, realizado pela ECOS e a Comunidade Cultural Quilombaque, é um evento cultural gratuito que mistura graffiti, shows, teatro, circo, feira de artesanato e levanta bandeiras pelo fim das violências. A intervenção de mais de 12 horas acontece no dia 05 de dezembro (sábado), das 9h às 22h, na Travessa Cambaratiba – que se transformará no Beco da Cultura –, em Perus, zona noroeste de São Paulo.

Mesclando Arte e Ativismo, por meio de variadas intervenções culturais, o Perusferia revitalizará a Travessa Cambaratiba (rua sem saída próxima à estação de trem Perus) - que atualmente é cenário de todo tipo de violência. A proposta do evento é promover a campanha dos 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. A campanha, de forte impacto no mundo, luta pela erradicação deste tipo de violência e pela garantia dos direitos humanos.

Travessa Cambaratiba hoje

Durante o dia, mais de 100 grafiteiros(as) de São Paulo e também de outros estados realizarão intervenções com graffiti nos muros de ambos os lados do Beco. A partir das 14h, diversas atrações vão tomar conta da rua, com shows de música, teatro, circo, dança, exposição, feira de artesanato, poesia e muito mais.

Entre as atrações convidadas estão Marechal (rap), DaMata (reggae), Amandla (rap), Cartel Central (rap), Sudaca (soul e blues), Inquérito (rap), Grupo Cultural Dandara (dança afro), Grupo Filhos de Abuaye (percussão), Literatura Suburbana e Elo da Corrente (poesia), Eli-Efi (rap), Trupe Liudes (circo) e discotecagens com Phone Raps e o DJ Hadji.

Sobre os realizadores

Ecos – Comunicação em Sexualidade

ECOS - Comunicação em Sexualidade é uma organização não-governamental com 20 anos de atuação consolidada na defesa dos direitos humanos, com ênfase nos direitos sexuais e direitos reprodutivos, em especial de adolescentes e jovens, com a perspectiva de erradicar as discriminações relativas a gênero, orientação sexual, idade, raça/etnia, existência de deficiências, classe social.

Comunidade Cultural Quilombaque

A Comunidade Cultural Quilombaque é um espaço criado por jovens do bairro de Perus, zona noroeste de São Paulo, em 2005, para abrigar diversas manifestações artísticas e culturais. Construindo um lugar onde as pessoas são livres para pensar e criar, a Quilombaque se reserva o direito de interferir no dia a dia do bairro e de seus moradores por meio da arte e da vontade de transformar e de apresentar novos significados. O espaço é aberto para todos que queiram contribuir com as manifestações culturais de Perus e região, com propostas, sugestões, ideias e muita arte. Através do resgate, da promoção e difusão da arte e da cultura brasileiras, a Quilombaque pretende contribuir para a mudança da realidade do bairro, que tem pouquíssimas opções de lazer.

AGENDA
Evento: Perusferia – Artevismo no Beco
Quando: 05 de dezembro de 2009
Local: Travessa Cambaratiba – Perus - (referência: estação de trem Perus - CPTM)
Horário: 9hs – 22hs – Gratuito

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Rabecas e violas

Tradição renovada: Siba, Roberto Corrêa e disco inédito

Crédito: myspace.com/sibaeafuloresta

Por Silvio Luz

Além do trabalho de anos com o grupo Siba e a Fuloresta, agora o pernambucano Siba (foto) se une ao mineiro-brasiliense Roberto Corrêa para lançar o disco Violas de Bronze, no Auditório Ibirapuera, em Sampa, nesta sexta (27/11), às 21h. No álbum e no show é possível conferir a junção da viola de Roberto com a rabeca de Siba, com a renovação da técnica e estilo de seus instrumentos.

Até o álbum ficar pronto foram oito anos de intenso trabalho para que o resultado final pudesse traduzir a fusão primorosa dos estilos de ambos os músicos, que imprimem em suas produções a originalidade das tradições brasileiras. Entre as composições do disco estão Caninana do Papo Amarelo e Jararaca Chateadeira, de Roberto, e Casa de Reza e Da Espera, de Siba.

Selecionado pelo Programa Petrobras Cultural, o projeto dá voz aos poetas populares e passeia pelas cantorias das violas mineira e pernambucana, brincando com os versos de forma descontraída e singular. A cultura popular agradece por mais este trabalho de peso.

Rabecas e violas

O release do Auditório Ibirapuera sobre o show traz uma pequena contextualização com a história da rabeca e da viola no Brasil. Confira:

Rabeca e viola são instrumentos que foram introduzidos no Brasil desde a colonização, e tem ampla utilização nas tradições populares em todo o território brasileiro. Encontrados juntos em diversos conjuntos musicais e folguedos, sua presença na música popular brasileira urbana tem, no entanto, história mais ou menos recente e desenvolvimento independente.

Enquanto a viola acompanhou a ascensão da música caipira no centro-oeste e sudeste e alcançou um público cada vez maior, a rabeca continuou restrita aos folguedos populares rurais, só começando a ser utilizada fora de seu ambiente original nos anos 70.

Recentemente, a rabeca e a viola mais uma vez tiveram sua área de influência expandida através do trabalho inovador de uma nova geração que, a partir dos anos 90, conseguiu, baseada na ligação profunda com suas respectivas tradições regionais, abrir caminho para novos horizontes de utilização destes instrumentos.

No centro-oeste, Roberto Corrêa introduziu a viola no ambiente da música instrumental de concerto, realizando paralelamente um profundo levantamento do repertório tradicional de recursos técnicos e timbrísticos do instrumento. No nordeste, utilizando as técnicas e estilo tradicionais da zona da mata pernambucana, Siba foi um dos primeiros a utilizar rabeca no ambiente da música popular urbana, abrindo caminho para diversos músicos que o sucederam.

Dia 27/11, às 21h.

Ingressos: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia-entrada).

Auditório Ibirapuera - Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Portão 2 do Parque do Ibirapuera; (11) 3629-1014/1075; www.auditorioibirapuera.com.br

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Amor e Roquenrol

Graveola e Dead Lover's: mistureba da boa

Crédito: Luisa Rabello

Por Silvio Luz

Os belorizontinos das bandas Graveola e o Lixo Polifônico e The Dead Lover's Twisted Heart gostam mesmo é de fazer misturebas bregas, amorosas e polifônicas, sempre com amor e ronk'n'roll. Neste sábado (28/11), os dois grupos se juntam em BH para encerrar o forumdoc.bh.2009, no encontro intitulado Gravelover's. A primeira edição da festa, que aconteceu há um ano, contou com boa recepção do público e deixou um gostinho de quero mais.

Dialogar entre os estilos, que numa primeira audição podem parecer diversos, é o principal motivo desta impactante junção. “De um tempo pra cá, temos aprendido muito com a ‘atitude’ do rock, a energia, e nosso som absorve isso numa outra roupagem”, diz Marcelo, do Graveola. “Rola também uma interseção do público que é muito bacana de perceber. Não são guetos fechados, e o diálogo é totalmente possível e proveitoso”, afirma Guto, do Dead Lover´s.

O slogan Amor e Roquenrol foi escolhido para sintetizar os traços característicos de cada banda: existe uma tendência romântico-brega presente tanto na polifonia do Graveola quanto no rock-rústico dos Deadlover´s, que inclui Roberto e Erasmo Carlos, Odair José, Cauby Peixoto e todos os românticos incompreendidos.

Ouça Graveola e Dead Lover's no MySpace. E clique aqui para conferir um dos teasers do Gravelover's.

Dia 28/11, às 22h.

Entrada: R$ 12,00 (antecipado) e R$ 15,00 (no local).

Odeon Espaço Cultural - Rua Tenente Brito Melo, 254, Barro Preto, Belo Horizonte.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Ilú Obá De Min

Sarau Astronômico mistura percussão com telescópios

Crédito: myspace.com/bandafemininadepercussoilobdemin

Por Silvio Luz

Na programação especial do Dia da Consciência Negra o que não falta é dica cultural de qualidade em Sampa. Um dos eventos imperdíveis é o Sarau Astronômico, neste sábado (21/11), às 21h, no Planetário do Parque do Ibirapuera. O público será convidado a observar o céu noturno na cúpula do planetário, enquanto lendas e mitos astronômicos são narrados. Para completar, a banda Ilú Obá De Min, formada apenas por mulheres percussionistas, aquece os tambores e exalta a cultura africana.

O grupo foi formado em 2004 a partir da ideia das pesquisadoras e arte-educadoras Beth Beli e Adriana Aragão, na oficina de toques masculinos e femininos dos orixás. Elas pesquisam há mais de 20 anos as manifestações das culturas de matrizes africanas e afro-brasileiras. A banda é composta por 20 mulheres ritmistas, 4 cantoras e corpo de dança. Para conhecer um pouco mais sobre o trabalho do bloco de percussão, clique aqui.

Dia 21/11, às 21h.

Entrada franca. Retirar ingresso com 1 hora de antecendência; 290 lugares.

Planetário do Ibirapuera - Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 10 do Parque do Ibirapuera para pedestres e portão 03 para estacionamento; (11) 5575-5425.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Ponto de Cultura

Quilombaque e CEPODH: semente plantada gera frutos

Perus, zona noroeste de Sampa

Por Silvio Luz

O salão nobre da Secretaria de Cultura de São Paulo estava lotado. As pessoas enchiam todos os cantos do espaço para ouvir o anúncio dos 300 Pontos de Cultura do Estado, na última segunda-feira (16/11). Depois de alguns discursos, veio a ansiedade por ouvir o nosso nome em alto e bom som. A apreensão era tão grande que tremer era inevitável e roer as unhas então, nem se fala. Mas dessa vez não houve engano: o CEPODH e a Comunidade Cultural Quilombaque conquistaram o Ponto de Cultura, com muita comemoração e direito à lágrimas, gritos de euforia e largos sorrisos.

Parabéns a todos que se envolveram no processo de construção deste projeto. Parabéns a todos que estão sempre conosco e compartilham o ideal de mudar o mundo por meio da arte, da cultura e da educação. Perus e região nunca mais serão os mesmos. A palavra REVOLUÇÃO aparece muitas vezes por aqui, mas não há como não perguntar sempre: quer armas melhores do que estas que temos em mãos?

A conquista é mais do que merecida, e não é só nossa. É de todo um bairro, de toda a região noroeste e municípios vizinhos. É de pessoas comprometidas com a transformação de um lugar, de vidas, de pontos de vista. Nossas ideias estão em ebulição, comemorando entusiasticamente a certeza da mudança e da vitória. Viva o Centro Cultural Quilombaque! Viva a todos nós, guerreiros, resistentes, que não deixam os obstáculos ser maiores do que os queremos! Hasta la victoria siempre!

Para conferir a lista dos 300 Pontos de Cultura selecionados, clique aqui. Abaixo segue um poema emocionado de Nado Itaguary, integrante do grupo Amigos da Sandice e presidente do CEPODH:

Um ponto que marcará um ponto,
Um ponto de cultura na gente,
Um ponto de expressão diversificado,
Um ponto de afirmação, antes uma interrogação,
Um ponto de tu e de todos,
Um ponto comum, de comunidade,
Um ponto negro, de raça, de graça, de alegria,
Um ponto que cê pode participar,
Um ponto de encontro, de café, de idéias, de práticas,
Um ponto de paz, de aconchego, de luz,
Um ponto de vai e vem, perto da estação de trem de Perus,
Um ponto de mudanças, de reencontros com nossas raízes culturais,
Um ponto de manifestação do não ser, dos sem nada, dos daqui antes da ponte da marginal,
Um ponto no corpo livre, livre de toda a exploração do capital e da alienação da "indústria cultural",
Um ponto perto de nós, um ponto pra nós, um ponto do Estado de São Paulo, um ponto do Brasil,
Um ponto que vale mais que um quilo, vale um Quilombo, uma Quilombaque, uma resistência, um sonho, uma luta, uma rebeldia,
Um ponto, não um ponto qualquer, um ponto de questionamentos, de perguntas, de criticidade, de democracia, de partilha, de experiências, de solidariedade, de VIDA.

Para conhecer mais sobre o trabalho da Comunidade Cultural Quilombaque, em Perus, clique aqui. E aí vai um aviso: Perus e região nunca mais serão os mesmos, e está de vez no calendário cultural de Sampa!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Banda Gentileza

Curitibanos lançam disco de estreia na terra da garoa

Crédito: myspace.com/bandagentileza

Por Silvio Luz

Sonoridade do Leste Europeu, valsa, música caipira, samba, bolero. Tudo isso costurado pelo velho e bom rock'n'roll. Esta é a receita do sucesso do sexteto curitibano Banda Gentileza, que lança seu primeiro disco, homônimo, neste sábado (14/11), no Espaço + Soma, em Sampa. O grupo ainda vai contar com uma participação para lá de especial, o DJ Plínio Profeta.

Plínio foi o responsável pela produção do disco dos curitibanos e tem grande responsabilidade pelo resultado final. O produtor já foi agraciado com um troféu do Grammy Latino, pelo disco Falange Canibal, de Lenine. Antes do disco de estreia, a Banda Gentileza já havia lançado dois EPs ao vivo por meio do projeto A Grande Garagem que Grava, em 2005 e 2007.

O álbum inédito foi disponibilizado para download gratuito na internet e teve todo o seu processo de gravação divulgado via streaming e pelo diário da banda no site da Agência Alavanca. Banda Gentileza já trabalhou com artistas como Lucas Santtana, Tiê, Pedro Luis e a Parede, Katia B., O Rappa, Pavilhão 9, Xis, Fernanda Abreu, entre outros.

Para ouvir as canções da Banda Gentileza - formada por Artur Lipori (trompete, guitarra, baixo e kazuo), Diego Perin (baixo e concertina), Diogo Fernandes (bateria), Emílio Mercuri (guitarra, violão, viola caipira, ukelelê e voz de apoio), Heitor Humberto (voz, guitarra, violino e cavaquinho) e Tetê Fontoura (saxofone e teclado) -, clique aqui.

Dia 14/11, a partir das 20h.

Ingressos: R$ 10,00.

Espaço + Soma - Rua Fidalga, 98, Vila Madalena; (11) 3034-0515; www.maissoma.com

Remelexo de Dominguinhos

Forró e rastapé: sanfoneiro canta sucessos em Sampa

Crédito: dominguinhos.art.br

Por Silvio Luz

Quem nunca viu uma apresentação ao vivo de Dominguinhos, que dispensa comentários quanto a sua maestria na sanfona, não pode perder esta oportunidade. O músico e compositor chega a São Paulo nesta sexta (13/11) para show na casa Remelexo Brasil, na zona oeste da cidade, acompanhado do Trio Raiz. Ele vai embalar o público com seu forró, cantando os maiores sucessos da carreira.

Discípulo de Luiz Gonzaga, Dominguinhos é considerado hoje um dos mais criativos e talentosos sanfoneiros do país. Sua vocação para a música revelou-se desde muito cedo: com apenas oito anos de idade já tocava e compunha. Pernambucano de Garanhuns, José Domingos de Morais nunca abandonou suas origens e sempre divulgou com muito valor a música nordestina.

Clique aqui para acessar o site oficial de Dominguinhos.

Dia 13/11, a partir das 23h.

Ingressos: inteira (R$ 24,00 homem e R$ 16,00 mulher); flyer/lista (R$ 18,00 homem e R$ 10,00 mulher) e meia-entrada (R$ 12,00 homem e R$ 8,00 mulher).

Remelexo Brasil - Rua Paes Leme, 208, Pinheiros, em frente ao Sesc Pinheiros; (11) 3034-0212; www.remelexobrasil.com.br